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Primeiro Período - Artes com Heloisa

23/09/2019


Primeiro semestre

Uma caixa com elementos naturais coletados do solo; experiências sensoriais envolvendo observações, desenhos, movimentos, falas, histórias. Esse conjunto de pensamentos e ações é trabalhado com o objetivo de aflorar as vivências das crianças com a natureza. Ao tocarem e analisarem sementes, pedaço de casca de árvore, pétalas, folhas e gravetos, disseram: “Essa folha parte em muitos pedaços quando seguro assim!”; “Isso é um pauzinho de verdade?”; “Essa semente redonda espeta um pouquinho”; “A pinha espeta muito mais!”, “Vamos abrir a vagem?”; “Tem sementinhas guardadinhas!”. Nesse momento, observaram como as sementes do fruto (a vagem) são enfileiradas e divididas em espaços na polpa, algumas verdes, outras amarronzadas; “Vamos desenhar.” As características dos elementos naturais vão sendo percebidas com mais detalhes à medida que as crianças continuam em contato e pesquisam, na sala de artes e na área verde do IC. 
 
Após apreciações do livro “As plantas, Larousse - minha primeira enciclopédia”, as crianças elaboraram ilustrações de folhas, sementes, árvores, flores e frutos. Depois, verificaram em vídeos, transformações de sementes em plantas, o desabrochar de flores e a presença de insetos em suas pétalas. Nesses momentos, escutaram músicas de sons de natureza e movimentaram seus corpos como as plantas fazem.
 
 
 

 

As curvas dos rios, as plumagens dos pássaros, as texturas dos cascos dos jabutis e tatus, as pintas das onças, as variadas folhas nas árvores e as escamas dos peixes, foram as interpretações das crianças do livro “Pindorama, Terra das Palmeiras”, de Marilda Castanha. Em seguida, elaboraram linhas em ziguezague, curvas, dentadas, alongadas, ornamentadas com círculos nas áreas internas e externas das linhas. Em outro momento, as crianças executaram, de forma semelhante, com pincéis, tintas terrosas e acrílicas. 
 
O livro elaborado por crianças indígenas, da Escola Estadual Indígena Pataxó, “A Floresta é uma casa grande”, deixou as crianças surpreendidas com essa afirmação indígena. E outras frases como: “O jabuti está pensando e esticou o pescoço” ; “Uns bichos dormem durante a noite, outros trabalham”; “A onça está dormindo debaixo de uma pedra”. 
 
 
Segurar o globo - o mundo nas mãos - despertou nas crianças o interesse em localizar o país onde moram e os que já visitaram; onde moram os ursos polares, as focas e os pinguins; onde acontece o fenômeno Aurora Boreal. Na vontade em registrar o que sentiram, desenharam-se no planeta Terra e esse no Espaço Sideral. Para conferir toda essa imaginação, assistiram ao vídeo “Celestial Relation”, com sons capturados pela NASA, apresentando constelações, estrelas, planetas, satélites, nebulosas, a camada atmosférica e a Aurora Boreal. Enquanto assistiam, comentaram: “Meu pai me falou que meu peixinho morreu e virou uma estrela”; “O sol é assim?”; “Como o fogo fica aí dentro?”; “Porque o sol não queima a Terra?”, “Porque ele é muito longe da Terra!”; “Tem muita água no planeta Terra”; “Olha a Aurora Boreal!”; “Mais que lindo!”
 
 
As turmas dos Primeiros Períodos visitaram a exposição “Cria_ Experiências de Invenção”, na Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube. Lá, as crianças foram recebidas pelos educadores que as convidaram a participar, a intervir e a dialogar com as linguagens, meios e processos criativos presentes. 
 
Na “Máquina de paisagens” de Stela Barbieri, as crianças construíram seus jardins e cidades imaginárias com sementes, pedras, objetos em tecido, madeira, acrílico e metal. A Instalação sonora, “Conta gotas” de O Grivo, chamou atenção para a escuta e movimentos corporais das crianças. A história, Chapeuzinho Vermelho, por Warja Lavater, aproximou a plasticidade artística da ilustradora, em uma dimensão imaginária concreta e envolvente. “Esses pontos verdinhos são as árvores da floresta, vamos entrar!”, exclamou uma criança. As letras em movimentos dos “Bichos Tipográficos Animados” de Guto Lacaz, instigaram atenção na descoberta dos nomes formados na vídeo animação. As pegadas gigantes e as quase indecifráveis da Instalação urbana “Tropelia ( Fora e Dentro)” de Regina Silveira, intrigou o olhar das crianças. “São lamas de patas”; “Isso é um adesivo”, interpretações de duas crianças, diante da fachada do Minas I. As fotografias de Otto Stupakoff, que começa no canto com um quadro de giz, atraiu as crianças para desenharem seus animais preferidos. A Instalação sonora “Bater Timbó” O Grivo, permitiu que cada criança experimentasse a sensação de tocar instrumentos somente com uma baqueta e fazer parte de uma orquestra. E a vídeo Instalação de Eder Santos, movimentou braços e pernas das crianças, as transportando para dentro e fora de gaiolas projetadas nas paredes com jogo de luzes e sombras. Eram passarinhos de verdade que estavam voando?, perguntei. “Não, Heloisa, eram sombras pretas e elas saíam do espelho”, respondeu uma criança. 
 
Cubos e pirâmides de argila foram inspirações para as crianças desenvolverem desenhos narrativos. Acrescentar figuras humanas fez parte desse desafio. Algumas crianças narraram cada cena até o desenho ser concluído. 






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